Feed RSS
  1. A chuva em mim

    Janeiro 27, 2012 Alma Mater

    O dia menos solarengo da semana foi o mais belo dentro de mim. Saí com a chuva, apreciei a cor da cidade, o cheiro no ar, a cor dos semblantes. Senti a alma lavada, horas depois, pelas boas notícias recebidas. Percorri as ruas da cidade, com um sorriso de orelha a orelha, os pés a levitar, os ombros  infinitamente leves. O dia já estava ganho. A vida acordava com uma nova cor, a razão suprema do respirar. A memória que se faz facto. Pequenas batalhas. Pequenas conquistas. O sabor da paz.

    O abraço partilhado numa esquina movimentada. A energia irmanada de uma mesma linguagem. A partilha que não se despe senão na sua essência. A comunicação sem dolo. A fluidez do pensamento: belo, tão claro. Tão raro.

    E, no mesmo dia de chuva, outra excelente notícia. Pergunto-me como tive direito a um dia tão pleno. Não sei responder. Mas dei-me a ele intensamente. Senti-o em mim. Deixei-o envolver-me até me transbordar da alma. 

    Tem graça como o sol parece ter brilhado o dia inteiro, ali mesmo,ao virar da esquina, ao alcance da minha mão. Estou feliz. 

    Share:
    • Facebook
    • Add to favorites
    • Google Bookmarks
    • MySpace
    • Twitter

  2. Fico em ti

    Janeiro 16, 2012 Alma Mater

    «… Quero chegar a ti nas brisas do fim de tarde, para que me recordes como sou hoje, cheia de energia e ainda plena de vida. Quero ser a heroína de todos os livros que leres no teu sofá e permanecer ali sentada ao teu lado a conversar contigo, sem que ninguém me veja. Recorda que te amo e fico em ti …!» 

    In: «Diário dos Infiéis», João Morgado
    Oficina do Livro, LEYA
    Romance, 2010

    Share:
    • Facebook
    • Add to favorites
    • Google Bookmarks
    • MySpace
    • Twitter

  3. As decisões anuais

    Janeiro 3, 2012 Alma Mater

    O ano começou e não há grande resolução que eu tenha tomado. Não fechei um ciclo para abrir outro. Não acordei ansiosa por saber o que me trazia cada raio de sol, nos primeiros dias do ano. No entanto, senti cada um deles. Dia após dia –e como brilhou o sol nesses dias!- senti-me mais forte e sorridente.

    O janeiro que agora começa, ainda vem atrelado ao dezembro e, consequentemente, a muitos outros meses para trás. Tenho situações pendentes, que é como dizer, coisas que ainda não faço ideia de que cor se vestem. Que resoluções posso tomar se ainda não sei o chão que piso? A vida afigura-se-me algo que vai dar uma luta do caraças. E 2012 não vai ser exceção. Ainda assim, tenho de decidir, de estabelecer rumos e metas. Não tomar decisões é a pior decisão que posso tomar. E a única verdadeiramente insuportável. Com ou sem certezas…

    Share:
    • Facebook
    • Add to favorites
    • Google Bookmarks
    • MySpace
    • Twitter

  4. O tempo em mim

    Janeiro 2, 2012 Alma Mater

    Faz hoje uma semana dormia as minhas três horas de sono, já com jejum incluido, antes de chegar ao hospital. Foi numa ansiedade considerável que as senti passar, num misto de sentimentos diversos, num culminar de meses no fio da navalha. Andei tão a mil este tempo todo que, só agora, que fui obrigada a parar mesmo, é que me dou conta do quão exausta me sinto… Estou entre o acelerado e o deixa rolar. Entre o relógio e a total ausência do mesmo. Entre a esperança e o medo. 

    A partir de amanhã, preciso de me organizar. Começar a estudar, programar a vida de todos os dias. Preciso de olhar para o tempo e fazer dele o meu melhor aliado para que esta cabecinha areje as ideias e acorde p´ra vida…

    Share:
    • Facebook
    • Add to favorites
    • Google Bookmarks
    • MySpace
    • Twitter

  5. Estou em casa

    Dezembro 28, 2011 Alma Mater

    Estou em casa. Digo isto, assim, em voz alta e o meu rabo saltita na cadeira. Estou mesmo em casa. Voltei a casa. Estou esfuziante! 

    Que bom foi acordar de mais uma cirurgia e continuar aqui, presa por um fio de energia que parece mais forte que o aço. Que bom poder abraçar os meus e voltar a sorrir. O caminho é longo. Percorrê-lo-ei lenta mas gradualmente. Mas hoje, hoje estou genuinamente feliz por ter regressado a casa, à minha vida. Ouvir a algazarra habitual dos filhotes, assistir à maluqueira dos gatos, ao frenesim dos cães que pareciam não me ver há três anos, é do melhor que pode haver em qualquer pós-operatório.

    Hoje estou feliz. Vou dormir na minha cama, enroscar-me nos meus lençóis térmicos e nos meus gatitos e adormecer com  o sorriso de quem sente que amanhã será ainda melhor.                                                                                                                                                                         :) E sinto.

    Share:
    • Facebook
    • Add to favorites
    • Google Bookmarks
    • MySpace
    • Twitter

  6. Papoilas nuas

    Dezembro 22, 2011 Alma Mater

    Felicidade
    é abrir-te devagar como uma porta
    rangendo murmúrios
    para o meu corpo entrar.

    E depois, depois voltar a fecha-la atrás de mim
    e caminhar em ti em ritmos certos
    para que os meus passos se confundam com o 
    bater do coração.
    E depois, depois semear em ti trigo novo
    e soltar papoilas nuas da minha boca
    para que se misturem com o teu sangue.

    E depois, 
    depois perder-me nesse sonho sem regresso
    só com a luz dos teus olhos 
    a levarem notícias do mundo!…

    In: Colectânea de Poesia Contemporânea da Beira Interior
    João Morgado

    Share:
    • Facebook
    • Add to favorites
    • Google Bookmarks
    • MySpace
    • Twitter

  7. Chuva

    Dezembro 17, 2011 Alma Mater

    Clip áudio: É necessário o Adobe Flash Player (versão 9 ou acima) para ver este clip. Faça download da última versão aqui. Também precisa de ter o JavaScript ligado no seu browser.

    “Há gente que fica na história da história da gente”…

    Share:
    • Facebook
    • Add to favorites
    • Google Bookmarks
    • MySpace
    • Twitter